30 dias de ocupação! Ocupamos novo espaço: na internet!

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A nossa nova plataforma online tem domínio próprio, no endereço: http://www.ocupasalvador.org/

Neste dia 15 de novembro encerramos o ciclo inicial de 30 dias de movimento! Continuamos acampados por tempo indeterminado na Praça dos Indignados em Ondina, onde resistimos aos fortes ventos e sucessivas chuvas, fortalecemos relações de colaboração entre os acampados e demais participantes do movimento, aclaramos coletivamente rumos e propostas concretas e realizamos diversas ações!

Nestes 30 dias, realizamos três diálogos públicos:

I diálogo: com Michael Burawoy, da Universidade da Califórnia, em Berkeley; e Ruy Braga, da USP. Sociologia Pública e movimentos sociais contemporâneos. Veja o post e vídeo >>

II diálogo: com Vladimir Safatle e Christian Dunker, da USP. Ocupar para reconstruir. Veja o post e vídeos >>

III diálogo: com Jean Paul Rybak, sociólogo pela Universidade Paris I (Sourbonne) – Democracia, geopolítica e contexto brasileiro. (vídeo em breve, veja o post).

Realizamos ações culturais como teatro fórum na praça e também apresentações  de artistas de rua; domingo musical com a banda paulista Soulstripper; participamos como convidados no Seminário sobre Arte e Política realizado pela Faculdade Social – FSBA, onde provocamos: é hora de a Universidade ir às ruas (veja vídeo). Realizamos assembleias diárias, exibição de vídeos seguidas de discussões livres e várias ações diretas na praça e em outros pontos da cidade.

O Movimento Ocupa Salvador é um início de um processo novo e aberto, que opera de forma independente de qualquer instituição, seja partidária, acadêmica, sindical ou de qualquer outra natureza, e se organiza de forma autônoma, colaborativa e horizontal.

Pense global e aja local! O ocupa Salvador participa do movimento global de revolução crítica junto com outros Ocupas pelo Brasil e em mais de 80 países.

Todos concordamos que precisamos criar novos processos políticos. Resgatemos a praça pública como local de convívio, de interação e como espaço de foruns livres sobre questões sociais e de soluções alternativas para as demandas de amplo interesse comum.

Conheça o movimento Ocupa Salvador, e participe! Não buscamos adesão a um movimento pronto, mas sim colaboração ativa nem nosso processo de construção! Traga suas ideias para que coletivamente realizemos nossas práticas!

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Os anônimos da faxina

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Mutirão: Vamos Fazer! Como moblizar pessoas para cumprir tarefas inacreditáveis.

CONVITE: MUTIRÃO DE LIMPEZA E ORGANIZAÇÃO DO ACAMPAMENTO > 14/11 –
HOJE, a partir das 14h

O acampamento sofreu muito com as chuvas e está bastante deteriorado,
desordenado e sujo. Agora, com o tempo a nosso favor, é preciso
recuperar a desmontá-lo e reorganizar tudo. Tragam sua playlist e
materiais de limpeza! Vamos empregar da melhor forma o poder
colaborativo.

Mutirão (termo de origem tupi de etimologia obscura) é o nome dado no
Brasil a mobilizações coletivas para lograr um fim, baseando-se na
ajuda mútua prestada gratuitamente. É uma expressão usada
originalmente para o trabalho no campo ou na construção civil de casas
populares, em que todos são beneficiários e, concomitantemente,
prestam auxílio, num sistema de rodízio e sem hierarquia.
Atualmente, por extensão de sentido, “mutirão” pode designar qualquer
iniciativa coletiva para a execução de um serviço não remunerado, como
um mutirão para a pintura da escola do bairro, limpeza de um parque e
outros.

Evento: Mutirão urgente, para limpeza e organização do acampamento.
http://www.facebook.com/event.php?eid=284398781599830

HOJE, dia 13, às 19h teremos exibição do filme SURPLUS

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Um olhar sobre o jeito de ser e de viver da humanidade, este trabalho coloca em discussão não apenas a vida em sociedade e a ordem estabelecida, como também a própria essência humana. As necessidades dos homens, as maneiras de reagir a elas e as formas de controle social acabam por comprometer todo o ecossistema terrestre, sem exceção às relações humanas.

Título Orignal: Surplus, Terrorized Into Being Consumers
• Direção: Erik Gandini
• Roteiro: Erik Gandini
• Gênero: Documentário
• Origem: Suécia
• Duração: 54 minutos

Vídeo: cultura de resistência no #OcupaSalvador

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Não são chuvas e ventos que desanimam o espírito de luta e resistência que permeia toda a história baiana! Capoeira na Pça. dos Indignados, em 11.11.11. 🙂

 

HOJE (sab), 16 horas: bate-papo sobre geopolítica e o contexto brasileiro

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Hoje às 16 horas, no acampamento do @OcupaSalvador, haverá um bate-papo com Jean Paul Rybak, francês radicado no Brasil há 11 anos, com formação em Sociologia pela Universidade de Paris I (Panthéon-Sorbonne).

Jean Paul é pesquisador livre (atua independente de instituições) de temas ligados a geopolítica, economia global e filosofia política. No bate-papo de hoje, o pesquisador lançará algumas questões sobre a relação do Poder financeiro internacional e o nascimento das democracias representativas modernas e comentará a relação da dívida brasileira com o momento de crescimento econômico que o país parece vivenciar.

Pesquisem sobre os temas e tragam questões para fazermos uma boa discussão!

Opinião: mais um dia no @OcupaSalvador – ocupando o futuro já!

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O que fazemos nós no dia-a-dia do movimento @ocupaSalvador?

Claro que cada participante do movimento responderá a sua maneira, mas creio que todos concordarão com uma resposta que, penso, nos contempla a todos que ali no acampamento nos reunimos diariamente, faça chuva ou faça sol: estamos a fazer Política!.

É claro que não estamos a seguir cartilhas – até porque as cartilhas passam, a Política é o que fica, o que move e o que transforma o mundo e as pessoas.

Desde o dia 15 de outubro ocupando a Praça dos Indignados, em Ondina, o movimento se aproxima dos primeiros 30 dias de existência, de nascimento – participando de um contexto global de mobilizações e se articulando com outros movimentos Ocupa pelo Brasil. As nossas assembleias diárias livres e abertas à participação de qualquer pessoa, durante todos esses dias, refletiu o anseio comum dos acampados e dos mobilizadores do movimento, e quiçá, de todos os espíritos autenticamente inquietos de nossos dias:

O quê fazer? (alguém dirá que devemos ler Lenin… o problema não está em Lenin, mas no “devemos”…)

Importa começar indicando o que já fizemos até aqui – objetivamente e subjetivamente:

Provocamos e dialogamos com a Universidade, que veio às ruas falar com o movimento; atraímos a atenção e a colaboração de pessoas ligadas a movimentos atuantes em diversas esferas micropolíticas; realizamos ações lúdicas, culturais e artísticas, vivenciando a arte como forte vetor de mobilização, reflexão e provocação politica; fortalecemos laços de convivência e dinâmicas de interação entre diferentes pessoas, através de um processo inédito para todos ali: um acampamento urbano em praça pública; – tudo isso e algo mais de indescritível e incerto, de estimulante e desafiador, sem manter qualquer tipo de ligação com nenhuma entidade, com nenhuma instituição, com nenhuma estrutura, mas apenas a partir do esforço coletivo de pessoas trabalhando colaborativamente, vivenciando juntos os conflitos e semeando juntos as ideias.

Em meio a todas as dificuldades, intensificadas pelas sucessivas chuvas, questões foram se aclarando, eixos foram se fortalecendo, sempre a partir de uma intuição comum e poderosa:

É premente a necessidade de levantar novas pautas sociais, sobretudo a partir de novos processos políticos.

Constituímos ali uma instigante potência crítica que busca questionar quais são os verdadeiros problemas de nossos dias, direcionando os debates para os contextos locais, considerando as realidades brasileiras e o atual quadro político e social de Salvador.

Até que ponto os nossos graves e continuados problemas sociais locais são reflexos dos extravios estruturais dos modelos vigentes de organização política e econômica que se impõem verticalmente a todos nós, desde a cidade, até o país e o mundo?

Temos, parece, mais questões do que respostas – e é precisamente essa a diferença essencial entre os novos movimentos e àqueles que se proclamam mais experientes.

Já que estamos ganhando experiência em lançar questões, lanço uma bem pontual:

Qual a forma correta de atuar politicamente?

Sinto-me tentado a responder que os movimentos que se supõem mais experientes não têm autoridade para nos fornecer qualquer resposta. Nem mesmo a nossa época responde a essa questão.

Curiosamente, por exemplo, o movimento @OcupaSalvador especificamente tem sido alvo de misteriosa atenção de auto-intitulados experientes agentes do pensamento político de contestação. Quase sempre, a crítica se resume à acusação de imaturidade política, sem nenhuma proposta sequer de orientação professoral. É curioso esse interesse, e é bom: quem sabe esse desentendimento, que me parece surgir de um medo de perda de espaços de gente que lutou muito, formou opiniões e teme a confusão, possa – por linhas tortas – aliar a experiência ao novo, o discurso à experimentação, e assim fortalecer os novos movimentos, cujo escopo principal nós partilhamos: realizar transformações sociais e políticas estruturais.

Os críticos, afinal, devem ser os primeiros a não permitirem que a linguagem Política se torne um discurso tão imperativo, tão determinante.

Não, não temos respostas nem cartilhas, mas realizamos ações, discutimos soluções alternativas e vivenciamos nossas imaturidades políticas de forma crítica. Uma coisa, no entanto, é certa, parece, até mesmo para os críticos ainda meio perdidos dos movimentos atuais:

Novos modos de fazer Política começam a germinar, de uma maneira que apenas se anuncia, se agita. Uma Ética política que transcende os parâmetros de nossas representações e ideias políticas modernas e vislumbram, como eu já disse por aí, a ‘infinidade dos possíveis’.

É necessário mudar, logo, é possível mudar. Vamos ocupar a Política, vamos ocupar o futuro Já! Independente de cartilhas, de dogmas e de discursos engessados, mas atentos e tentando compreender a história, as experiências de lutas anteriores e os contextos culturais e sociais do local ao global.

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por fabricio kc

A Revolta do Carnaval – Carlos Pronzato

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A Revolta do Carnaval – Carlos Pronzato
( http://lamestizaaudiovisual.blogspot.com/ )

Carlos Pronzato, argentino e brasileiramente baiano, por escolha própria, é residente na cidade do Salvador da Bahia, desde 1989.
Desde que aqui chegou, Pronzato tem criticado severamente a violência contra os direitos humanos, através de sua afiada arte poética, teatral e cinematográfica. Durante as filmagens do documentário “A Revolta do Buzu”, sobre as manifestações estudantis contra o aumento das tarifas de ônibus urbanos, em 2003, ele se inspira para escrever este conto, onde, de forma fantástica, personagens populares vão parecer seus vizinhos -ou até mesmo você- quando, na época da festa, explodem em eufórica confraternidade coletiva.
Salvador é esta festa da Bahia de Todos os Santos Carnavais, na lição de cidadania e de civismo mostrada por Pronzato.

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