Seguem algumas sugestões de leitura: textos com informações e opiniões sobre os movimentos atuais, que podem contribuir para ampliar o entendimento e as discussões sobre as ocupações no Brasil e no mundo. Outras sugestões podem ser postadas nos comentários.

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As revoltas globais e o panorama brasileiro / no Observatório, em 16/10 (link)

É verdade que o ciclo global de protestos parecer ainda não haver contaminado de maneira impactante o Brasil, ao contrário do que acontece, por exemplo, no Chile, atravessado por mobilizações que adquiriram ampla repercussão e adesão social. Mas já podemos perceber, no ano de 2011, alguns fenômenos significativos que indicam que o país não está alheio as transformações globais, e que estas interagem de maneira complexa e imprevisível com as mudanças que vem ocorrendo internamente. Ler texto completo>>

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Conjuntura da Semana. Movimento 15.O – Indignados e desencantados. Bifurcação civilizatória? / no IHU – Instituto Humanitas Unisinos, em 24/10 (link)

Após uma década do surgimento do “Povo de Seattle” (1999), do “Povo de Porto Alegre” (2001) e de Gênova (2001), o movimento altermundialização irrompe novamente nas praças do mundo. Tudo começou com Tahrir (Egito) e logo depois veio Puerta del Sol (Espanha), Syntagma (Grécia), Zuccotti (EUA) desaguando no 15.O [15 de Outubro], desde já considerada uma das maiores manifestações globais, organizada a partir da consigna  “unidos para a mudança global” e da hashtag #globalrevolution – evocação de que agora a revolução informacional penetrou fortemente na nova forma de se fazer luta social.

O movimento dos indignados, como vem sendo denominado – referência ao ensaio Indignai-vos!, de Stéphane Hessel –, entretanto, é diferente do movimento antiglobalização. Embora guarde algumas semelhanças, suas características, sua organização e sua essência diferem substancialmente daqueles movimentos protagonizados no início dos anos 2000. Ler texto completo >>

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Mao Tsé Tung caminhava na chuva / Por Bruno Cava, em 17/10 (link)

Formou-se uma assembléia. Umas duzentas pessoas. No chão, cartazes derramados. As pessoas vinham ao centro e falavam. Qualquer pessoa. Falavam de descontentamento, indignação, impulso de fazer diferente, mudar o mundo, elas brincavam, erravam, dançavam, batucavam, alguns desinibidos, outros sem graça. Ali falaram gente-da-internet, gente-das-artes, gente-da-zona-sul, gente-da-militância, moradores dos morros do Chapéu-Mangueira e Babilônia, ativistas de squats, professores, estudantes, midialivristas, de tudo um pouco, inclassificáveis no conjunto e nas relações desenvolvidas. Havia vários negros, havia pobres que falavam a linguagem assim materialista, que chama as coisas pelo nome, uma outra relação pessoal com os objetos, as mãos, o espaço. As pessoas falavam e as pessoas escutavam, sem muita disciplina. Jamais anarquistas: auto-organizadas. Ler texto completo >>

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Zizek: o casamento entre democracia e capitalismo acabou / Na Carta Maior, em 11/10 (link)

O filósofo e escritor esloveno Slavoj Zizek visitou a acampamento do movimento Ocupar Wall Street, no parque Zuccotti, em Nova York e falou aos manifestantes. “Estamos testemunhando como o sistema está se autodestruindo. “Quando criticarem o capitalismo, não se deixem chantagear pelos que vos acusam de ser contra a democracia. O casamento entre a democracia e o capitalismo acabou”. Leia a íntegra do pronunciamento de Zizek. Ler texto completo >>

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A coisa mais importante do mundo, Por Naomi Klein / Na Revista Forum, em 07/10 (link)

Naomi Klein é hoje uma das principais intelectuais e militantes anticapitalistas do planeta. Jovem (nasceu em 1970), apaixonada, corajosa, de brilhante trânsito por uma série de disciplinas e potente domínio da retórica, ela já se destacara como figura central nos protestos de 1999 contra a financeirização do mundo. Em 2000, lançou No Logo, uma crítica das multinacionais e do seu uso do trabalho escravo. Mas foi seu terceiro livro, A Doutrina do Choque: A Ascensão do Capitalismo do Desastre, que a elevou à condição de uma das principais intelectuais de esquerda do mundo. Com capítulos sobre os EUA, a Inglaterra de Thatcher, o Chile de Pinochet, o Iraque pós-invasão, a África do Sul, a Polônia, a Rússia e os tigres asiáticos, Klein demonstra como o capitalismo contemporâneo funciona à base da produção de desgraças, apropriando-se delas para o contínuo saqueio e privatização da riqueza pública. De família judia, Klein participou, em 2009, durante o massacre israelense a Gaza, da campanha “Desinvestimento, Sanções e Boicote” (BDS) contra Israel. Num discurso em Ramalá, pediu perdão aos palestinos por não ter se juntado antes à campanha BDS.

Nesta quinta-feira, 06 de outubro, Naomi Klein compareceu, convidada, à Assembleia Geral de Nova York. Ler texto completo >>


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